sábado, 27 de novembro de 2010

SIDA\ HIV

HISTÓRIA

A SIDA é uma doença relativamente nova na história da medicina pois os primeiros relatos de casos de SIDA datam do ano de 1981 quando descreve-se pela primeira vez a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, contudo, sem nomeá-la cientificamente.

1982 - Pesquisadores do CDC (Centers for Disease Control) estavam colhendo dados a respeito de nomes de pessoas homossexuais que houvessem mantido relações sexuais entre si, a fim de mapearem aquela doença, até então não compreendida em relação à sua forma de transmissão. Grande parte das pessoas entrevistadas relata haver conhecido um mesmo homem, um comissário de bordo de origem franco-canadense, Gaetan Dugas.

Mais tarde este homem passou a ser conhecido como o paciente zero, a partir de quem a doença teria cruzado o oceano atlântico. Os pesquisadores ainda não haviam chegado a um consenso sobre o nome para esta doença, que era tratada pela imprensa como ‘Peste Gay’ ou GRID - Gay-Related Immune Deficiency. Ainda neste ano, casos de SIDA foram relatados em 14 países ao redor do mundo.

1983 Primeira notificação de caso de SIDA em criança. Relato de caso de possível transmissão heterossexual. Homossexuais usuários de drogas são considerados os difusores do factor para os heterossexuais usuários de drogas.
Relato de casos em profissionais de saúde.
Primeiras críticas ao termo grupos de risco (grupos mais vulneráveis à infecção. Possível semelhança com o vírus da hepatite B. Focaliza-se a origem viral da SIDA.

1984 – Descobre-se o Retrovírus considerado agente etiológico da SIDA.

1985 – Chega ao mercado um teste sorológico de metodologia imunoenzimática, para diagnóstico da infecção pelo HIV.

1996 Primeiro consenso em terapia anti-retroviral (regulamentação da prescrição de medicações para combater o HIV).


CONCEITO

A SIDA é o Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, uma sigla do inglês que significa Acquired Immune Deficiency Syndrome, se manifesta após a infecção do organismo humano pelo Vírus da Imunodeficiência Humana.

A SIDA hoje é considerada uma pandemia. Em 2007, estimava-se que 33,2 milhões de pessoas viviam com a doença em todo o mundo e que a SIDA tenha matado cerca de 2,1 milhões de pessoas, incluindo 330.000 crianças. Mais de três quartos dessas mortes ocorreram na África Subsaariana.

CAUSA

A SIDA é provocada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), que penetra no organismo por contacto com uma pessoa infectada que, começa de imediato a reproduzir-se dentro dos linfócitos T4 (ou células CD4) acabando por matá-las.

As células CD4 são, precisamente, os elementos do sistema imunológico que dão indicações às restantes células para a necessidade de proteger o organismo contra agentes invasores. O HIV apenas afecta os humanos, só neles sobrevive e se reproduz.

Existem dois tipos de vírus da imunodeficiência humana, o HIV-1 e o HIV-2, e tanto um como outro só se reproduzem nos humanos.

O HIV-1 é o vírus de imunodeficiência humana mais predominante, enquanto o HIV-2 se transmite com menos facilidade e o período entre a infecção e a doença é mais prolongado.


MODO DE ACTUAÇÃO DO VÍROS NO ORGANISMO HUMANO

O vírus tem que entrar no sistema sanguíneo para poder multiplicar-se.

Ele infecta e multiplica-se dentro dos linfócitos T4, também conhecidos como células CD4, que fazem parte do sistema imunológico.

Ao penetrar na célula, o HIV transforma o seu código genético de ARN em ADN, que lhe permite replicar-se e destruir estas células.

Para completar o seu ciclo de reprodução, o vírus utiliza ainda outras duas enzimas, a protease e a integrase.


MODO DE TRANSMIÇÃO

A transmissão pode acontecer de três formas definidas e caracterizadas sendo elas:

1- Contacto com esperma e secreção vaginal contaminados, em práticas sexuais;

2- Contacto com sangue contaminado, seja através de transfusões, seja através da partilha de agulhas e seringas, principalmente entre usuários de drogas injectáveis;

3- Da mãe para criança durante a gestação, parto e aleitamento.



Grupos de Risco

Quem corre o risco de contrair o HIV?

Toxicodependentes
Promíscuos
Trabalhadores de Saúde
Filhos de mães seropositivas
Pacientes hemotransfundidos
Prostitutas (os)
Homossexuais


SINTOMAS

O HIV\SIDA e uma doença que possui um período de incubação longo, e esta em dependência do estilo de vida da pessoa infectada.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) existem 3 Fases da doença sendo eles:

No I Fase da doença é o momento logo após a infecção a onde o individuo infectado vai apresentar sintomas parecidos aos de uma Gripe comum como dor de cabeça, febre, mal estar geral, e até a inflamação de alguns gânglios linfáticos (inguas). Estes sintomas são largamente ignorados, ou tratados enquanto gripe, e acabam por desaparecer, sem tratamento, após algumas semanas. Nesta fase há altas concentrações de vírus, e o portador é altamente infeccioso.


A II fase é a da quase ausência do vírus, que se encontra apenas nos reservatórios dos gânglios linfáticos, infectando gradualmente mais e mais linfócitos T CD4+; e nos macrófagos. Nesta fase, que dura vários anos, o portador é seropositivo, mas não desenvolveu ainda SIDA/AIDS. Não há sintomas, e o portador pode transmitir o vírus a outros sem saber. Os níveis de T CD4+ diminuem lentamente e ao mesmo tempo diminui a resposta imunitária contra o vírus HIV, aumentando lentamente o seu número, devido à perda da coordenação dos T CD4+ sobre os eficazes T CD8+ e linfócitos B (linfócitos produtores de anticorpo).[14]
A III Fase, a da SIDA, inicia-se quando o número de linfócitos T CD4+ desce abaixo do nível crítico (200/mcl), o que não é suficiente para haver resposta imunitária eficaz a invasores. Começam a surgir cansaço, tosse, perda de peso, diarreia, inflamação dos gânglios linfáticos e suores nocturnos, devidos às doenças oportunistas, como a pneumonia por Pneumocystis jiroveci, os linfomas, infecção dos olhos por citomegalovírus, demência e o sarcoma de Kaposi.
Ao fim de alguns meses ou anos advém inevitavelmente a morte

PRINCIPAIS DOENÇAS OPORTUNISTAS

As doenças oportunistas são doenças causadas por agentes, como outros vírus, bactérias e parasitas, que são comuns mas normalmente não causam doença ou causam apenas doenças moderadas, devido à resposta imunitária eficiente. No doente com SIDA/AIDS, manifestam-se como doenças potencialmente mortais:

1. Infecções por Vírus: Citomegalovirus, Herpes simples, Epstein-Barr.

2. Infecções por Bactérias: Mycobacterium avium-intracelulare, outras micobactérias que normalmente não causam doenças, Mycobacterium tuberculosis, Salmonella, outras.

3. Infecções por Fungos: candidíase da boca e do esófago (por Cândida albicans, uma levedura); pneumonia por Pneumocystis jiroveci; Criptococose, Histoplasmose, Coccidiomicose.

4. Infecções por Parasitas: Toxoplasmose, Criptosporidiose, Isosporidiose.

5. Neoplasias: cancros como linfoma e linfoma de Hodgkin, causado pelo vírus Epstein-Barr, sarcoma de Kaposi

Outras condições incluem encefalopatia causada por HIV que leva à demência e é uma acção directa do vírus nos micróglios (células cerebrais semelhantes a macrófagos) que infecta. Um achado característico é a leucoplasia pilosa (placa branca pilosa na boca) devida ao vírus Epstein-Barr

Prevenção

Abstinência
Fidelidade
Uso do preservativo
Ter um único parceiro sexual
Não partilhar materiais cortantes e penetrantes (agulhas de acupunctura, instrumentos para fazer tatuagens e piercings, de cabeleireiro, manicura).
Medidas de biossegurança para o pessoal de saúde



CONSEQUÊNCIAS

Há alguns anos, receber o diagnóstico de SIDA era quase uma sentença de morte. Actualmente, porém, a SIDA pode ser considerada uma doença de perfil crónico. Isto significa que é uma doença que não tem cura, mas tem tratamento e uma pessoa infectada pelo HIV pode viver com o vírus por um longo período, sem apresentar nenhum sintoma ou sinal.

Isso tem sido possível graças aos avanços tecnológicos e às pesquisas, que propiciam o desenvolvimento de medicamentos cada vez mais eficazes. Deve-se, também, à experiência obtida ao longo dos anos por profissionais de saúde. Todos estes fatores possibilitam aos portadores do vírus ter uma sobrevida cada vez maior e de melhor qualidade.

Porem apesar de todos os avanços da medicina as maiores consequências do HIV1SIDA tem sido no fórum:

Psicossociais
Económicas
MORTE

O seropositivo não deve ser descriminado, antes porem deve ser acolhido e tratado, pois a o doente de sida não tem que necessariamente morrer, visto que o HIV não se contrai pelo convívio com a pessoa infectada.